quarta-feira, 7 de julho de 2010

Charlatães do amor


A revista VejaSP da semana dos namorados, em reportagem de capa de Giovana Romani e João Batista Jr., presta um bom serviço ao expor os clichês usados por astrólogos, tarólogos, pais de santo e todo tipo de videntes para faturar pesado com as agruras amorosas de pessoas desesperadas por qualquer ajuda.

E como podem faturar, porque cobram: além das consultas, sete dos dez videntes cobraram valores de R$500 a R$3.000 para trabalhos extras, sem os quais diziam que os clientes sofreriam terrivelmente. “Nos próximos dias, um acidente de carro deixará a pessoa amada em coma”, vaticinou dona Catarina. “Você vai atropelar duas menininhas, e isso pode acabar com a sua vida”, ainda previu. Tragédias que poderiam ser evitadas em 24 horas com um trabalho de R$588.

Além dos relatos impressionantes de exploração de credulidade, a matéria ainda conta com os alertas de psicólogos, incluindo os dez mandamentos da adivinhação indicados por Jayme Roitman e Marcia Cobêro:



OS DEZ MANDAMENTOS DA ADIVINHAÇÃO

1. Faça sempre um raio X da vítima. Aparência, roupas e até o carro em que chegou fornecem pistas sobre sua personalidade.

2. Pergunte quem é, o que faz, onde mora e a data de nascimento no início da consulta, além de procurar saber o que traz a pessoa ali.

3. Tente compreender os anseios do cliente. Isso permite, com o perdão do trocadilho, dar as cartas no jogo e conduzir a conversa. Se desconfia que o marido tem uma amante, por exemplo, confirme.

4. Emita apenas afirmações genéricas. Toda família tem alguém doente, uma ovelha negra, alguém endividado ou desempregado. Um novo amor, obviamente, sempre pode aparecer.

5. Deixe que as perguntas pareçam afirmações.

6. Aproveite dicas oferecidas nas respostas anteriores para formular novas previsões.

7. Preveja fatos que possibilitem diversas interpretações.

8. Transforme erros em acertos. Se ao perguntar se alguém próximo morreu recentemente a resposta for negativa, emende: “Então vai morrer em breve”.

9. Estabeleça prazos.

10. Aposte na casualidade. Acidentes, separações e mortes ocorrem a toda hora.


A excelente matéria (salvo pelo erro de português - "charlatões") está disponível na íntegra: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2168/dia-dos-namorados-simpatia-charlatoes

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evento - Recital na UFPE

Imagem: Trovadores do Séc. XIII


Está marcado para o dia 06/05 o Recital Filosófico, no Diretório Acadêmico de Filosofia, localizado no 3º andar do CFCH.

Todos estão convidados, tragam seus poemas e/ou poemas alheios e, por ventura, seus vinhos e vamos brindar à arte e "celebrar a vida"!

Informações: saulomoreira@hotmail.com

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Caso Maristela Just

Essa postagem não se trata de filosofia muito menos poesia. É apenas uma colaboração a respeito de um apelo de uma amiga minha, que tem sede por justiça e me encaminhou o seguinte via e-mail:

Nos próximos dias 13 e 14 de maio, haverá o julgamento do assassinato da estudante universitária Maristela Just pelo seu ex-marido, o comerciante José Ramos Lopes Neto, ocorrido em abril de 1989.

A família, que já luta há 21 anos para que o processo seja devidamente julgado, está mobilizando toda a sociedade a voltar sua atenção ao caso, que prescreveria no próximo mês de julho. O processo será julgado na 1a. vara do Fórum de Jaboatão dos Guararapes - PERNAMBUCO, onde será submetido a júri popular.

O acusado, filho do renomado advogado criminalista pernambucano Gil Teobaldo, disparou na noite de 4 de abril de 1989 três tiros fatais contra a ex-mulher de 25 anos, um tiro na cabeça do filho de 2 anos e um outro no ombro da filha, então com 4 anos, além de ter deixado baleado o cunhado Ulisses Ferreira Just, quando o mesmo tentava socorrer a irmã e os sobrinhos. Os três feridos permanecem até hoje com sequelas graves, tendo o caçula o lado esquerdo do corpo paralisado e o cunhado, que tinha 27 anos à época, um projétil alojado na coluna de forma irreversível.

O crime aconteceu na casa dos pais da vítima, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e o acusado, mesmo após ter sido preso em flagrante e confessado a autoria dos crimes, permanece em liberdade desde 1990, aguardando o julgamento do processo.

Desde que foi informada a respeito da data oficial do julgamento, a família Just disponibilizou diversas informações e documentos sobre o caso, que hoje circulam na Internet através de e-mails, blogs e redes sociais. Foram criados ainda um blog oficial sobre o caso e um canal no Twitter, a fim de esclarecer melhor os fatos à sociedade. A campanha vem apresentando resultados significativos, com a manifestação de apoio de diversas autoridades e entidades pernambucanas, que, junto aos amigos da família, demonstram sua solidariedade e empenho em levar o caso ao conhecimento de um número cada vez maior de pessoas.

Sendo assim, pedimos que, se possível, ajude-nos a divulgar a situação e apoiar a família em sua luta por justiça.

Rossana Just

ACESSE: www.casomaristelajust.blogspot.com
Twitter:
@casomaristelaju

sábado, 17 de abril de 2010

"Roubolation" x "Idiocracia"


Essa é especialmente para os defensores do sistema democrático, que legitima os líderes da nação pelos méritos de uma maioria incapaz.
Peço aos defensores da democracia que me citem, ao longo de toda a história da humanidade, um único exemplo onde um sistema baseado na democracia tenha dado certo. Não apoio ditadura, comunismo ou qualquer outro rótulo de praxe, apenas me emputeço com a pregação da democracia como o modelo ideal de gestão, partindo do pressuposto que a maioria é detentora, necessariamente, da razão.
Somos capazes de pensar algo melhor em relação a estas opções que nos põem à mesa? Eis o desafio dos futuros filósofos políticos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Dilema

Vinde tropeçando sedenta
Ao que acolho-te nos braços.
Mortos, estupefatos. Prenda
O que faz-me vagar em passos.

Esculachos de uma nota só - emenda
Tua boca quebrada nos traços
Que outrora me puseste a venda.

Que gira em torno da fenda?
Sacrificando-me abertos espaços,
Com vultos e vermes arrochando na prensa.

A rosa que me quer sentir
Sem nada, sem nexo, sem sexo
Identificada tão-somente neste porvir.

Acato-a, sem perguntar
Para nada peço explicação
Bato na trilha de ferro - sem relutar.

Sinto apenas o cheiro da carniça nos lábios teus.
Dessa tênue forma,
É assim que faço-me Deus.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Nova enquete no ar

Selecionei algumas personalidades religiosas para descobrirmos: quem será que alucinou o maior número de pessoas? Participe!

Aos religiosos: tenham senso de humor e votem no seu guru... quem sabe ele não é o contemplado?

(Risos mal-assombrados, daqueles de Thriller)