Nas três ocasiões as mensagens vieram assinadas com todas as letras: "O Diabo". As jovens ficaram apavoradas, pelo autor da mensagem e pelo "azar" anunciado... Poderíamos citar muitos casos de mensagens assinadas pelo Diabo, Satanás, demônio, Lúcifer etc... Escrevi um amplo livro "Antes que os demônios voltem" demonstrando que nunca o Diabo ou os demônios fizeram milagre nenhum. Corresponderia, porém, aos espíritas, antes de acreditar em comunicações de espíritos "porque eles próprios o afirmam" (que analisamos no artigo No. 3 desta série) excluir do alcance do seu "grande" argumento a intervenção diabólica ou demonológica. A intervenção diabólica, embora inexistente, seria menos absurda do que a dos espíritos de luz, ao mesmo tempo mentirosos e disfarçados! Ou espíritos baixos, ao mesmo tempo pregando a verdade! O Diabo ou demônios, sendo puramente espirituais, para agir não precisariam do corpo do médium nem de perispírito. Seria, portanto, imensamente mais fácil do que a intervenção dos espíritos dos mortos. A hipótese da intervenção do Diabo ou demônios contaria a seu favor, sobre a contraditória hipótese espírita, com o fato de ser afirmada pelo próprio Diabo (?) com muitíssimo maior freqüência, e "o Diabo" ou "demônios" teriam sido vistos inúmeras vezes (apesar de não terem corpo!), e muitos dos melhores sábios da humanidade, vítimas da mentalidade de obscurantistas épocas passadas, acreditaram na sua intervenção. Milhares de pessoas sofreram os maiores tormentos e até se deixaram queimar vivas sem denegar sua convicção. Tal crença foi quase unânime durante muitos séculos em toda a cristandade. Ainda hoje muitas pessoas de prestígio acreditam nas intervenções demoníacas. E tudo isso está errado | ||||||
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Não aceitando essas comunicações "católicas", os espíritas não têm direito de aceitar as outras das quais dizem haver recebido a doutrina. Acabam com a doutrina e com as comunicações espíritas. E então é que estariam certos: nem comunicação de espíritos de mortos nem doutrina revelada pelos espíritos. POR EXEMPLO: TERESA NEUMANN Santa heróica sem dúvida, mas também, grande histérica... ... levava muito a sério a alucinação que em 8 de janeiro de 1929 teve de uma "alma do purgatório"! Ela acreditava que o purgatório era um lugar tétrico. Acreditava naquelas enormes chamas. Via o corpo (?) ardendo..., sem consumir nem sequer a barba (?) ou os cabelos(?)! Teresa Neumann tinha certeza da aparição do Pe. Joseph Schleinkofer, redentorista, que acabava de falecer. A "aparição" pediu à vidente que não rezasse nem fizesse penitência por ele, "porque Deus não queria libertá-lo do purgatório antes do tempo". Três semanas depois... Na eternidade não há tempo! ...Segundo Teresa, Deus muda de idéias (!?) e já permite que reze e que faça sufrágios pelo missionário falecido. Basta um dia de sofrimento de Teresa, e já no dia seguinte acredita ter outra aparição na qual o Pe. Schleinkofer, belo e luminoso, vem agradecer as orações e sacrifícios. Teresa vê então os pais do sacerdote saindo do céu (?) ao encontro do filho, acompanhando-o depois à felicidade sem fim. O pároco de Konnersreuth, Pe. Naber, e seu coadjutor, Pe. Hartes, ficaram comovidos com todas estas manifestações. Eles ouviram longamente a voz (= psicofonia) da "aparição". O conjunto, porém, só pode ser tomado como imaginação e projeção histérico-parapsicológica de Teresa Neumann. Segundo os espíritas seria revelação do além. É só como "do além" pode ser aceito pelos espíritas, para os quais Teresa Neumann seria uma médium vidente... Mas semelhantes manifestações (tão numerosas!) destroem completamente a doutrina espírita: nada de reencarnação! E teriam de aceitar como revelada por "espíritos de luz" a doutrina católica (revelada por Cristo, não por espíritos de mortos!) a respeito da penitência e oração reparadora em união com o Redentor, do purgatório, do céu eterno etc... "A GOSTO DO CONSUMIDOR" Aparições (na realidade visões ), como todos os outros fenômenos parapsicológicos, houve sempre e em toda parte. Os fenômenos parapsicológicos, pelo próprio fato de serem humanos, foram e são sempre fundamentalmente idênticos. A psicofisiologia humana é fundamentalmente a mesma. É importante, porém, verificar que as interpretações são as mais diversas. Isso demonstra que são também interpretações subjetivas humanas, segundo as diversas culturas, não correspondendo à realidade comprovada pela ciência, pela parapsicologia. Os fenômenos são os mesmos; as interpretações, diferentes. Os fenômenos são objetivos; as interpretações (e adornos), subjetivas. Os fenômenos existem e corresponde à parapsicologia explica-los, fazendo caso omisso das inumeráveis e incompatíveis interpretações populares falsamente religiosas (não corresponde à religião interpretar fatos) ao longo dos séculos. Como constatava Lombroso, "estes fenômenos (parapsicológicos), vistos singularmente, parecem justamente inverossímeis. Mas surge a grande verossimilhança, por não dizer a certeza, do fato de que se repetem em épocas, em regiões e em nações diversas, sem ligação histórica entre si; algumas, ao contrário, em completo antagonismo religioso e político". Daí as interpretações tão diversas e mesmo antagônicas. Na sua grande "História das aparições e manifestações no mundo antigo", conclui Eric Dingwall: "Os fenômenos parapsicológicos foram assinalados em todas as épocas e em todos os povos, as descrições que chegaram até nós são fundamentalmente idênticas. Embora as interpretações sejam muito diferentes nas diversas civilizações". RESOLVAM ESSE IMPASSE! 1.- Um "espírito" (ponho sempre entre aspas porque não há espírito humano sem corpo material ou ressuscitado) muito prestigiado por destacados espíritas... Primeiramente ele mesmo afirmava ser "O Invisível", nome que atribuía a si mesmo como pseudônimo de Deus, nada menos! Maior "espírito de luz", nenhum. Depois esse mesmo "espírito", num acesso de modéstia, mas com romantismo, disse chamar-se "Clélia". Por fim "O Invisível Clélia" garantiu: nas manifestações espíritas, fora do próprio médium, "não existe nenhum espírito". No fim é que mostrou toda a verdade. O caso foi analisado nada menos que por Frederick Myers, um dos fundadores da parapsicologia. 2.- A "assinatura" aposta pelo inconsciente em numerosas manifestações em ambiente rosa-cruz é: "Alma divina universal", a alma do deus-mundo. Panteísmo crasso, contradição: a criatura, o finito, o passageiro, o material etc. não pode identificar-se com o Criador, o Infinito, o Eterno, o Puramente Espírito, etc. Mas o que "ele mesmo afirma" ser, na comunicação aos rosa-cruzes, não pode ser mais alto, mais sublime "espírito de luz". Baseado em milhões dessas "revelações", Spencer Lewis, Imperator da Ordem Rosa-Cruz (AMORC) para as Américas do Norte e do Sul, pontifica: "Pergunta: é verdade que nas chamadas sessões espíritas (...), as almas de pessoas falecidas retornam à Terra?" "Resposta: É absolutamente certo que a alma de uma pessoa não retorna à Terra (...). Por conseguinte, não poderá ele em tempo algum flutuar no espaço e visitar centros espíritas". E aí fica o impasse para os espíritas: os mais altos "espíritos de luz" revelam (?) que não são os espíritos que revelam... Espíritos de nenhum tipo: nem fadas, nem demônios, etc. "Porque eles mesmos o afirmam". É possível esperar dos líderes do Espiritismo, após tanto contágio psíquico, ou lavagem cerebral, ou fanatismo (ou má intenção)..., é possível esperar neles ao menos um mínimo de reflexão e lógica? O PRÓPRIO INCONSCIENTE TIRA A MÁSCARA Mas como não raro acontece nas manifestações do inconsciente, ele próprio termina por se trair ou por manifestar a verdade, quando deixa de lhe interessar a máscara ( = prosopopéia). É de se lamentar que os espíritas não saibam dar atenção a esse fato, apesar de ele ter entrado bem cedo nos anais do espiritismo: O Sr. Harrison, editor da revista "Spiritualist", escreve: "No Sábado, 12 de setembro de 1868 (bem no início e no auge do Kardecismo ), dirigi-me sozinho a uma sessão privada na casa e com o Sr. e Sra. Marshall (espíritas também, testemunhas do fato ), com a intenção de instaurar uma longa conversa com John King (uma das prosopopéias mais famosas no espiritismo, responsável por muitos fenômenos parapsicológicos) . De início, por meio da tiptologia (a típica "comunicação" por pancadas) , à plena luz comunicou): - Sou teu bom espírito familiar. - Então tenha a bondade de dizer-me quem é. - Pois não. Sou tu mesmo . (...) Entramos num aposento escuro. E após uns minutos vimos aparecerem corpos luminosos (ectoplasmia e fotogênese ) como cometas, de uns 30cm de comprimento, largos numa das pontas e afiando-se até uma fina ponta no outro extremo. Os corpos luminosos flutuavam no ar, por diversos lugares, em trajetórias curvas. Pouco depois uma voz (psicofonia), perto de mim, disse: ' Sou teu próprio eu espiritual'". O Sr. Harrison acrescenta: "Pensei que fosse uma brincadeira de John King e não continuei o diálogo. Sempre me lamentei por isso, agora que sabemos que em grande número de manifestações espíritas o duplo (parte do próprio eu) manifesta um papel importante". | ||||||
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1 ª sessão: "Eu estava fisicamente debilitada por excesso de serviço, pouco sono e notícia de falecimento de pessoa querida em circunstâncias trágicas". Situação apta às dissociação da personalidade em pessoa, como RS, já bastante predisposta. RS: "Quem és? És um espírito?" Copo: "Não; (sou uma) mente viva. Eu venho do P..." (incompreensível)". RS: "É outro planeta?" Copo: "Sim, distante 700 anos-luz. Eu vejo a Terra através dos teus olhos" (...) Exato. Trata-se de visões dos próprios médiuns. Copo:... "durante os meses de agosto, setembro e abril". RS: "Por que somente nesses meses?" RS: "Porque no ar que teu corpo pode respirar, de que teu corpo precisa para ver, fugu..." (incompreensível). Manifesta fuga, por não ter o inconsciente encontrado uma resposta lógica. Temos, na primeira sessão, a negação expressa de ser um espírito de morto. Afirma claramente que se trata de um ser vivo. Em outro planeta? Essa é a primeira máscara, que não mais porá, pois logo foi substituída. 2 ª sessão: RS: "Tens certeza de que não és espírito?"( de um morto). Copo: "Não; sou um ser vivo inorgânico". Um ser vivo inorgânico e pensante é um ser unicamente espiritual. São chamados anjos ou demônios. Confirma e explica melhor a máscara da sessão anterior: "Uma mente viva". Corresponde também perfeitamente ao inconsciente de RS, mas ainda mascarado. 3 ª sessão: A respeito de um filho falecido de José Luiz , "meu 'marido' ilegítimo há oito anos, embora ele viva com a esposa legítima com separação de corpos": RS: "Será que o filho pagou com a vida porque nós, o pai dele e eu, estamos errados?" Copo: "Não. Foi inevitável. Ele é um anjo". Clarissimamente os remorsos de consciência de RS. Mas na máscara, nova precisão. Descartados, portanto, os anjos e demônios propriamente ditos ou no sentido judeu-cristão. Ainda não descartados anjos e demônios no sentido espírita (espíritos bons e maus, de mortos!). Várias sessões: "Disse-me: 'RS, eu te amo com amor de irmã'. Desde então ao referir-me à comunicante digo ela, não ele". Exato!: " Ela sempre falava de Deus". Descartado, portanto, o demônio no sentido espírita. Encaixa-se, porém, como símbolo da consciência de RS... "Numa ocasião ela disse: 'Todos terão paz' ao que eu respondi que após a morte teremos paz. A resposta foi: 'Isso é que não; nem todos terão paz. RS, esteja com Deus, sempre com Deus, que José Luiz esteja com Deus". São os conceitos católicos da voz da consciência arquivados no inconsciente de RS. Meses depois. 15 ª sessão: "Sinto meu corpo amolecer completamente. E então, de olhos fechados, vi uma luz tão intensa e senti uma alegria infinita como nunca antes vira, nem sentira. E ouvi dentro de minha mente que ela me dizia: 'Filha, eu te quero assim como és'. Depois de me recuperar senti e compreendi que era voz e a presença de Deus". "De noite, ouvi dentro de mim a voz que me dizia: agora verás a outra parte. Não dormi a noite toda. Tive visões de uma tristeza infinita. A voz disse: 'Esta é a ausência de Deus'". O ser feminino espiritual, que primeiro era habitante de outro planeta e depois mulher ressuscitada, agora seria nada menos que Deus! Na realidade sob a máscara de revelação divina aparecem as reflexões da consciência de RS a respeito da felicidade no céu e da tristeza no inferno: a presença e a ausência de Deus nos ressuscitados. 16 ª sessão: "As letras marcadas pelo copo escreveram: 'A tua vaidade te perdeu. Serias condenada, mas Deus te perdoou. A dor profunda do teu arrependimento te salvará, te beatificará: te fará feliz. Tua irmã também será beatificada: feliz'". "Não consegui repousar. Nunca em toda minha vida senti tamanha dor, tamanho remorso, nem me senti tão indigna. Chorei a noite toda, rezei sofrendo horrivelmente. Mais tarde, enquanto rezava, vi uma poderosa luz na cortina e ouvi que a luz me dizia: 'Filha, já te disse que te perdoei, por que te martirizas tanto?' É que eu me achava indigna de perdão. Compreendi a misericórdia infinita de Deus". O "outro eu" inconsciente, o "secundus" da própria RS refletindo e manifestando-se ao consciente, "primus". Sob a prosopopéia de ser Deus, está o remorso e por fim a confiança de RS na bondade de Deus. Após o clímax da tensão nervosa, após a reação confiando no perdão de Deus, as máscaras vão caindo, o inconsciente começa a contradizer-se ou trair-se: "Durante a época que se seguiu me senti bem, calma, melhor de saúde e muita paz de espírito foi se desenvolvendo dentro de mim..." Exato. "...e compreendi certas coisas com mais precisão. Por exemplo, senti dentro de minha mente as palavras: 'Eu sou você e você sou eu' ". Agora é que caiu a máscara plenamente! E RS ficou um tanto desconcertada. RS: "Quem és?" Copo: "Zenda". Tentativa de nova máscara. RS: "Quem é Zenda?" Copo: "Pergunte a seu próprio ser ". De nada adiantou a tentativa de mascarar-se de novo. "No dia seguinte, rezei muito e pedi a Deus que me orientasse (...) Passei duas semanas sem dormir (...) Um Domingo procurei o Pe. Quevedo e expus meu caso". O caso é que RS achou que deveria fazer mais uma consulta ao copo, para checar as minhas respostas... Observe o leitor como o copo reflete claramente as dúvidas da própria RS a respeito das minhas explicações: Copo: "Rs, o padre não tem razão. Os milagres existem". Sempre acreditei e defendo cientificamente os milagres. RS é que pensava erroneamente que a "brincadeira do copo" seria milagre!, e que negando-o eu, seria porque não acreditasse em milagres. RS: As respostas e as visões surgiram da minha mente?" Copo: " Sim , mas por permissão de Deus. Eu sou você . Eu sou sua visão do futuro (= Pcg). RS tem de ser uma. RS não deve ser duas. Uma personalidade só. RS tem seu eu e pode dividir-se em duas!" Bem entendidas as minhas explicações. RS: "Posso voltar a falar contigo em Abril?" Copo: "Podes optar por seguir teu Deus, ou podes seguir um deus ateu". "Compreendi que com a expressão 'deus ateu' se referia ao copo, porque o Pe. Quevedo disse ser superstição e tentativa de magia própria dos pagãos". RS: "Não usarei mais o copo". Copo: "Sim. E Deus estará com você". "Atualmente freqüento um curso de Parapsicologia" (pós-graduação no CLAP ) Com estudo e terapia rápida acalmou-se o inconsciente e reestruturou-se a personalidade. | ||||||
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Espíritas, um mínimo de reflexão!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Assim seria bem simples...
O espírita Davis contradiz o espírita Kardec. O espírito de um morto no "espiritismo católico" pede uma missa e rezas, mas no mundo espírita e ocultista pedem rezas com sessões mediúnicas. É contra-senso dos espíritos.
Allan Kardec no "Livro dos Médiuns" admite que as comunicações com os mortos dependem do médium, portanto, do vivo e revela a mentalidade da época já dando mostras do valor do dotado vivo. Em "A Gênese" de Kardec em 1868 observamos muitos erros de astronomia que dependiam dos conhecimentos da época e não dos grandes cientistas do além. Daniel Dunglas Home falando de Kardec: as revelações espíritas são as idéias de Kardec impostas ao médium e por ele corrigidas, de acordo com o conhecimento da época. Flamarion diz que as revelações da genêse dos cosmos eram reflexos do que sabia na época sobre o cosmos; são revelações do que o vivo sabe e não coisas novas do além. Nenhum morto ligado à medicina revelou a cura do câncer, esquizofrenia e AIDS. A descoberta vem dos vivos.
É manifestação do morto ou um fenômeno que lembra o morto ou semelhante a ele. Nas pinturas da Gaspareto, psicopictografia , os quadros lembram o pintor morto famoso, mas na totalidade é do médium vivo. Nas psicografias de Chico Xavier as frases lembram algum literato, mas na essência são do vivo Chico Xavier. Segundo Kardec, no Evangelho segundo o Espiritismo o Espírito Santo é o espírito de mortos que revelou a reencarnação. Como o indivíduo apresentar várias personalidades ou individualidades é um absurdo, o princípio da mediunidade fica sem base alguma e não se sustenta. Os fatos espíritas de comunicação com o além como batidas inteligentes, fantasmas, falar línguas, telepatia, precognição já têm compreensão simples e objetiva pela parapsicologia, não necessitando de explicações fora desta realidade. Experiência como frase-controle ou experiência do envelope foram realizadas com moribundos das duas grandes guerras. Os moribundo morria com uma senha e depois os parapsicólogos procuravam esta senha com os grandes médiuns. Nenhuma senha foi descoberta.
Parapsicólogos europeus inventaram um morto que jamais existiu e os médiuns revelavam a identidade e sua vida, o que era absurdo, mostrando o erro dos médiuns. Os médiuns descobriram alguém que nunca existiu.
Em relação a Deus podemos dizer que ele se comunica pelos seus raros milagres, que são fatos concretos e observáveis. É possível também que ocorra pelo diálogo sobre a verdade transconsciente dos homens.
Conclusão: Teoricamente a mediunidade é grande ilusão. Na análise qualitativa dos casos de mediunidade o que desvelamos são fenômenos inconscientes e parapsicológicos de nossa realidade e com pessoas vivas como é o caso do profeta Samuel que nada atuou e sim a pitonisa, que é uma sensitiva que captou por hiperestesia indireta do pensamento do rei Saul. Nos testes empíricos da senha-controle e pessoa impossível não houve mediunidade. A mediunidade portanto, é uma grande ilusão.
Victor Eugênio Arfinengo
Grupo de Estudos do CLAP
sábado, 1 de janeiro de 2011
Chico Xavier é o charlatão do ano!
Obrigado a todos que votaram e Feliz 2011!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Singer e a moralidade
“Algumas pessoas pensam que a moralidade está fora de moda. Vêem-na como um sistema de irritantes proibições puritanas cuja função básica seria a de impedir que as pessoas se divirtam. Os moralistas tradicionais se colocam como defensores deste tipo de moralidade, mas, na verdade, o que fazem é defender um código específico de moralidade. Permitiu-se que se apropriassem desse campo a tal ponto que, quando um jornal traz estampada uma manchete nestes termos: BISPO ATACA DECADÊNCIA DOS PADRÕES MORAIS, nossa expectativa é que ele esteja se referindo à promiscuidade, homossexualidade, pornografia e coisas do gênero, e não às quantias irrisórias que destinamos à ajuda internacional às nações pobres, nem à nossa irresponsável indiferença para com o meio ambiente de nosso planeta”.
SINGER, Peter. Ética Prática. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
Singer é um ferrenho defensor da dessacralização do homem, portanto faz questão de assinalar, no capítulo específico sobre a Ética em geral, que o que a ética não é, para apenas depois de analisar os erros históricos, definir a natureza da ética e da moralidade livre de influências institucionais que brigam, na verdade, por um código de ética específico que nada tem a ver com filosofia.
Em Ética Prática, Singer parte de princípios em que valores religiosos simplesmente não podem ser levados em consideração. Para um estudo coerente, devemos refutar códigos específicos de ética e buscarmos a ética como um comportamento universalizável. O sexo, por exemplo, não coloca nenhuma questão moral específica. Portanto, a primeira coisa que a ética não é pode ser definida como uma série de proibições ligadas ao sexo, ainda que outras decisões que relacionam-se com o sexo indiretamente, como honestidade e prudência sejam alvo de um pensamento moral.
O juízo do que é bom ou mau passa ao largo da religiosidade, uma vez que ele é humano. Platão já resolveu esse problema há dois milênios, quando argumentou que “se os deuses aprovam algumas ações, isso deve ocorrer por tais ações serem boas”; portanto, não é pela aprovação dos deuses que se tornaram boas – o juízo é nosso. Alguns teístas modernos tentaram resolver esse problema ao sustentar que, se Deus é bom, aprova o auxílio e desaprova a tortura, mas o que estão querendo afirmar com “Deus é bom”? Que Deus é aprovado por Deus?
Tradicionalmente, a ligação entre religião e ética estava no fato de se pensar que a religião oferecia uma razão para fazer o que é certo. Os “bons” seriam recompensados, mas nem mesmo pensadores religiosos, como Immanuel Kant, cristão devoto, pensavam assim. Kant zombava de tudo que lhe cheirasse código moral por interesse próprio. Devemos obedecer-lhe, dizia Kant, por seus próprios méritos.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O pássaro de vidro
Aflita a pobre malícia
E, como um porco enjaulado,
Permaneço nessa estultícia.
Mal sabem os pileques
Que alimentam ser desamparado
Um prazer de natureza, pacato
Como em todos os seus alicerces.
E a pomba branca, por triste fim
Desiste de voar, sem ao menos
Do ninho ter saído assim.
Longe da razão, a coragem
Segue de braços atados
Nessa cova de bandidagem.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Projeções para 2011 - Livros
a) Uma reunião de artigos pessoais sobre temáticas diversas;
b) ou um livro baseado na minha monografia, uma espécie de exegese da obra de Peter Singer, cujo título seria: A igual consideração de interesses e suas implicações.
Em relação às leituras, pretendo diversificá-las já que após a formatura posso escolher o que quero ler. As hipóteses são as seguintes:
a) Aprofundar-me na obra de Singer;
b) Conhecer o restante da obra de Richard Dawkins, autor de "Deus, um delírio";
c) Aprofundar-me na obra de F. Nietzsche.
Aproveito esse espaço para agradecer os seguidores, assíduos ou esporádicos, pela honra que me dão em considerar relevante algo que seja postado aqui nesse humilde espaço. Agradeço a todos, de coração.
Também gostaria de anunciar que criei uma conta no Twitter: @saulomoreira_
Qualquer pessoa sinta-se livre para me adicionar por lá.
Até breve,
Saulo
